Obras Literárias do Escritor Wilson Reis

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Canções do Exílio, lançada em 2001, é a primeira obra de Wilson Reis. O estilo literário de Crônicas e Poemas foi muito bem aprofundado nas páginas desse livro, que foi o marco inicial do escritor e sua familiarização com a literatura. Por ser a primeira, esta obra tem história especial, incluindo a superação financeira e a busca de recursos para que se tornasse realidade.

Canções do Exílio é um apanhado de textos escritos desde os tempos da vida escolar, na década de 1980, no auge do curso ginasial (hoje ensino fundamental 5ª a 8ª série), ainda no Estado de Rondônia. Textos sem rima, datilografados e cuidadosamente armazenados numa pasta conservada com severo zelo e honrosamente mostrados para “amigos e amigas de confiança”, quase sempre da mesma sala de aula, ou professores.

A publicação da obra literária Canções do Exílio deu-se somente em 2001, já em solo Espírito Santense, na cidade de Nova Venécia, onde o autor passou a residir em 1991, com recursos oriundos de patrocínio. A obra, que fora divulgada junto a empresas e no ambiente escolar, obteve aceitação ampla e satisfatória para a época.

No conteúdo de Canções do Exílio, cujo nome anterior era “A Canção dos Pássaros”, dezenas de poemas e crônicas no estilo romântico-saudosista, que viria marcar outras obras seguintes do autor. Textos nostálgicos que remetem a uma época vivenciada (infância e adolescência), sob o ponto de vista do amor e da natureza.

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Granito A Economia do Século XXI, lançada em 2002, é a segunda obra literária de Wilson Reis, desta vez seguindo o estilo Narrativo e Dissertativo, por se tratar de uma obra voltada ao setor econômico de rochas ornamentais.

Essa obra, ao bem da verdade, é resultado de uma pesquisa desenvolvida pelo Jornalista e Escritor Wilson Reis durante período aproximado de sete anos, colhendo informações diversificadas sobre o setor de Rochas Ornamentais junto a empresas exploradoras e beneficiadoras, ao mercado interno e externo, ao poder público e entidades representativas do setor.

A obra estava prevista para ser lançada em 2003, mas foi antecipada em um ano, atendendo aos apelos do setor, que naquele momento vivenciada a franca produção e exportação, culminando com a criação do Polo Industrial de Nova Venécia.

Granito A Economia do Século XXI antecedeu à obra literária Faces do Tempo, saindo em segundo lugar por razões econômicas. Em suma, o escritor Wilson Reis preparou, simultaneamente, dois livros totalmente diferentes e naquele momento pôde escolher qual deles seria lançado em 2002 e qual esperaria 2003 chegar.

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Faces do Tempo, lançada em 2003, é a terceira obra literária de Wilson Reis. Desta vez, o conteúdo do livro foi repassado em forma de crônicas com textos objetivos, retratando as faces e facetas da vida, as quais foram vivenciadas nos períodos da infância e adolescência do autor, no então Território Federal de Rondônia.

Escrita em linguagem simples e bastante acessível, Faces do Tempo se assemelha a uma autobiografia do autor, com ênfase para muitos momentos vividos no aspecto geral e tão bem recordados em todas as páginas do livro. Nada mais que uma síntese de textos que retratam o cotidiano de um adolescente na década de 1970 na selva amazônica.

Faces do Tempo também reprisa os primeiros anos de escola, as turmas, o voo dos pássaros, a vida silvestre, os silvícolas nus pelas estradas, as chuvas torrenciais, os açoites do setentrião e remete a memórias deveras íntimas e peculiaridades do passado do autor. Ao ler o livro, o leitor passa a ter uma noção clara de quem o escreveu.

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Memórias de Agosto, lançada em 2004, é a quarta obra literária de Wilson Reis, expressando poemas de escrita livre (versos sem rimas). São 37 poemas enaltecendo o mês de agosto a partir do ponto de vista da vida do autor, conforme o próprio título especifica.

Em 2004, quando a obra fora lançada, Wilson Reis estava com 37 anos de idade, portanto, 37 meses de agosto, os quais intitulam cada poema. O autor faz referência ao seu pai, o qual nutria certo fascínio pelo mês de agosto, retratando o céu enfumaçado e os dias quentes, característicos do norte Brasileiro.

O conteúdo dos poemas é bem diversificado, falando de amor, de coisas da infância, do dia a dia, da natureza e dos pássaros, sempre com um ligeiro toque de bom humor, deixando aquele gostinho de ‘quero mais’, ao fim de cada mensagem escrita.

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A Fronteira do Jaraguá, lançada em 2006, é a quinta obra literária de Wilson Reis, que mais uma vez adota o estilo romântico-saudosista em forma de crônicas e poemas. Nesta obra, o autor conta com a participação da esposa, Cidicléia Reis, que assina como coautora.

2006 foi um ano de muitas mudanças e o próprio conteúdo do livro retrata faces destas mudanças na vida do autor. A Fronteira do Jaraguá surge como uma espécie de divisor de águas em coisas vividas e novos projetos, indo de um extremo ao outro no contexto profissional, pessoal e também literário.

Trata-se de uma obra escrita e lançada em período conturbado, cumprindo tabela e principiando uma estagnação bem maior que dez anos, já que fora escrita e elaborada no Espírito Santo e lançada oficialmente em Rondônia, embora tenha garantido o mesmo sucesso das iniciativas literárias anteriores.

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                Política em Quatro Tempos é a sexta obra literária do Escritor, Jornalista e Consultor Político Wilson Reis, lançada em evento online dia 17 de setembro DE 2021. A obra é uma compilação dos principais fatos e personagens que envolveram as eleições no Espírito Santo, no período compreendido entre 1980 e 2020. É o ponto de vista do jornalista, que teve atuação nos bastidores na maioria dos pleitos citados, tendo atuado também como repórter nesta área ao longo dos últimos 30 anos, com destaque para a região norte.

                O livro é dividido em quinze capítulos, com diversas informações relativas às eleições, sistema de voto, Capitania Hereditária, emancipações de municípios, origem dos nomes dos municípios capixabas, curiosidades, personagens, governadores e outros representantes de relevada importância nesses quarenta anos. Wilson Reis explica que a obra tem como finalidade a informação de modo geral sobre os processos eleitorais das últimas quatro décadas, com base no seu posto de vista, justificado pela participação efetiva nos bastidores da maioria dos pleitos. As informações começaram a ser catalogadas em 2014 e foram encerradas em 2016. Em 2020, foi feita atualização de dados e inseridas informações relativas ao período 2016-2020, o que resultou na presente obra.

                O livro Política em Quatro Tempos compõe o Gênero Literário Prosa e traz o conhecido toque de bom humor do autor. É prefaciado pela esposa e também escritora Cidicléia Reis, incumbida de fazer a devida apresentação da obra e que também assina a biografia do Escritor Wilson Reis. A capa também foi bastante simplificada, mas traz uma importante mensagem embutida. Usando a mesma estampa, capa e contracapa trazem um fundo quadriculado em diagonal, representando os percalços, viés e revés da política partidária capixaba. Sobreposta, a imagem de um braço e mão feminina com unhas vermelhas e segurando um galho com uma flor. Braço e mão feminina significa delicadeza e sensibilidade no processo político, enquanto a flor representa a necessidade urgente da paz nas disputas e na condução dos mandatos. O título do livro é grafado em cor preta, com a fonte Old English, usada nos cabeçalhos dos tradicionais jornais de um recente passado, em várias partes do mundo, simbolizando tradição e fidelidade ao bom jornalismo, sério, independente e imparcial.

BIOGRAFIA DO ESCRITOR WILSON REIS

Wilson Reis é filho de agricultores (Honorato Reis e Helena das Dores Reis) e nasceu na cidade de Viradouro, no Estado de São Paulo, em 20 de dezembro de 1966, numa família composta por cinco filhos. Viradouro fica localizada entre as cidades de Ribeirão Preto e Barretos.

Em agosto de 1971, sua família se mudou para o então Território Federal de Rondônia, onde começou sua jornada como estudante e também trabalhou como servidor público atuando no Governo do Estado por seis anos. Neste tempo, esteve à disposição da Câmara de Vereadores, onde conquistou significativo aprendizado, atuando inclusive na elaboração da Lei Orgânica do Município, nos tempos da Assembleia Nacional Constituinte de 1988.

Em 1991, Wilson Reis deixou o já emancipado Estado de Rondônia e se mudou para o Estado do Espírito Santo, fixando residência na cidade de Nova Venécia, de onde saiu algumas vezes por motivos de trabalho na região norte do Estado, em Vitória e nos Estados de Rondônia, Mato Grosso e São Paulo. A partir daí passou a atuar no Jornalismo e a desenvolver a sua Literatura própria e independente.

Sempre atuou junto a organização partidária, convenções e condução de diversos trâmites para os devidos registros de candidaturas políticas, com destaque para atuação expressiva nos bastidores das campanhas eleitorais para os mais diversos cargos eletivos, em Rondônia e no Espírito Santo.

A migração do povo capixaba, em sua maioria descendentes de Pomeranos, para Rondônia na década de 1970, originada de Nova Venécia e São Gabriel da Palha, sempre chamou atenção e Wilson Reis quis conhecer esse povo, suas origens e sua realidade, procurando entender os motivos que os faziam ir para Rondônia. Esses questionamentos o motivaram a fazer a viagem inversa, seguindo o roteiro contrário dos migrantes e assim, conhecer as origens desse povo.

Embora tenha retornado a Rondônia algumas vezes, Wilson Reis sempre teve sua base profissional e familiar fixa em Nova Venécia, para onde retornou em nome do legado de trabalho e da literatura plantados nessas terras. São mais de três décadas que o tornam legitimamente capixaba.

Pai de dois filhos, avô e esposo, Wilson Reis tem na esposa Cidicléia Reis sua companheira de jornada e todo o apoio necessário ao encampar projetos de Literatura e Comunicação Digital, seja no Espírito Santo ou em outros Estados, com atuação reconhecida e legitimada dentro ou fora do Brasil.

Wilson Reis procura sempre reverenciar a memória do pai, Honorato Reis (1928-1992), que proporcionou os melhores exemplos e exigiu a dedicação aos estudos e à mãe, Helena das Dores Reis (1932-2002), que o educou com amor, simplicidade e seriedade. Essa é a essência que o profissional carrega e que o molda no dia a dia.

Em Rondônia, a vida não foi tão fácil. Foi para a escola pela primeira vez aos oito anos de idade e empreendia longa caminhada diária entre o sítio da família e a vila aonde funcionava a escola, muitas vezes sob o sol ou a chuva. O trecho era de floresta e não raro encontrava dezenas de índios das etnias Suruí e Cinta Larga, animais ferozes, cobras e outros tipos de perigos pelo caminho.

Já no Espírito Santo, no início dos anos 1990, devido ao fato de não ser filho da terra, enfrentou desafios relacionados ao desemprego, falta e oportunidades e chegou a ser vítima da sua própria boa-fé, chegando a prestar serviços a empresas e pessoas que exploravam a sua dedicação ao jornalismo, mas que não honraram compromissos, colocando-o em sérias dificuldades, inclusive financeiras. Problemas estes que foram superados e lições devidamente aprendidas, extraindo o aprendizado em todos esses fatores. Memórias guardadas e histórias a serem contadas noutra oportunidade.

Depois que fixou residência no Espírito Santo, Wilson Reis esteve em Rondônia em dois momentos diferentes: 2006 a 2009 e 2016 a 2019, sempre atuando no Jornalismo e nas Consultorias Políticas. Retornou definitivamente ao Espírito Santo no início de 2020, fixando residência em Nova Venécia, onde possui um significativo legado de trabalho como Jornalista e Escritor.

Atualmente, Wilson Reis utiliza essas experiências na busca mais que constante por não incutir os mesmos erros do passado e acaba por ser bem mais seletivo quando o assunto é confiar na boa fé das pessoas, principalmente no contexto político-partidário e até mesmo empresarial. Dedica-se mais aos estudos e à busca pelo conhecimento, sempre almejando o crescimento profissional, a evolução humana e porque não dizer, os avanços políticos.

O seu sexto livro foi lançado com sucesso em 2021 e aborda justamente a política capixaba dos últimos 40 anos: Política em Quatro Tempos. Isso mostra o dinamismo do Jornalista e a flexibilidade do Escritor, que continua produzindo conteúdos diversos para suas novas obras literárias.

O gosto pela comunicação escrita o acompanha desde os primeiros anos na escola, época das boas notas nas redações e da extrema facilidade de interpretação de texto nas aulas de Comunicação e Expressão em Português. A sensibilidade para escrever o compensou, por vezes, a timidez da juventude.

Bons professores também o incentivaram e o ajudaram a se lapidar, garantindo a transformação do menino romântico de outrora, ao profissional sagaz e visionário da atualidade. Esse é Wilson Reis, o Jornalista temido por muitos e respeitado por todos e de imensa simplicidade e humildade, e o Escritor romântico, bem humorado, mas extremamente sério, que consegue repassar em suas obras as melhores mensagens.

 

Cidicléia Reis

Escritora