Especial: Brasil comemora Dia Nacional do Café


A colheita do café 2022 está em andamento e é responsável pela geração de empregos diretos e indiretos
De cada três xícaras de café consumidas no mundo, uma é dos Cafés do Brasil; produto é homenageado com data especial: 24 de Maio

O Dia Nacional do Café, no Brasil, é comemorado todos os anos em 24 de maio, data que marca o início da colheita nas principais regiões cafeeiras do Brasil. Essa data comemorativa, considerada a mais importante dos Cafés do Brasil, foi instituída pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), em 2005, com objetivo de valorizar e homenagear o produto que é paixão nacional. De acordo com a Associação, no nosso País, cada pessoa consumiu, em média, 4,81 kg de café torrado em 2020.


O Brasil é o maior produtor, exportador e segundo maior consumidor de café em nível mundial. O País possui aproximadamente 300 mil estabelecimentos produtores de café, dos quais 78% são considerados da cafeicultura familiar. Tais lavouras produtoras de café, além de atender os mercados mais exigentes internos e externos, também contribuem para fortalecer aspectos econômicos, sociais e ambientais, requisitos indispensáveis para o desenvolvimento sustentável do setor. Assim, o café está presente nas cinco regiões geográficas, em 16 estados da Federação, nos quais 1.448 municípios produzem café, o que corresponde a aproximadamente 26% dos municípios brasileiros, com a geração direta e indireta de mais de 8 milhões de empregos.


Vale destacar, em comemoração ao Dia Nacional do Café, que, além dos benefícios mencionados gerados para o País, os efeitos do consumo de café para a saúde também podem ser altamente positivos, devido às suas propriedades nutracêuticas (nutricional e farmacêutico), as quais são capazes de melhorar a qualidade de vida das pessoas, com efeitos sobre a atenção, concentração, memória, aprendizado, entre outros.


Neste dia 24 de maio, a Embrapa Café, como coordenadora do Consórcio Pesquisa Café, rede de pesquisa que congrega 46 instituições de pesquisa, ensino e extensão rural, parabeniza a todas as 300 mil unidades produtoras de café no País, assim como os demais segmentos da indústria, exportação, cooperativas, que também representam os Cafés do Brasil e muito têm contribuído para o desenvolvimento sustentável do setor há várias décadas. Por fim, dada a pujança do setor, vale destacar que de cada três xícaras de café consumidas no mundo, em média, uma é dos Cafés do Brasil.


Produção de Café no Espírito Santo


Atualmente, existem 435 mil hectares em produção no Estado. A atividade cafeeira é responsável por 35% do Produto Interno Bruto (PIB) Agrícola Capixaba. É lei: 14 de maio é dia de começar a colheita de café Conilon no Espírito Santo. A medida evita que o café seja colhido antes da hora, garantindo assim mais qualidade aos grãos.


A cafeicultura é a principal atividade agrícola do Espírito Santo, desenvolvida em todos os municípios capixabas (exceto Vitória). Gera em torno de 400 mil empregos diretos e indiretos e está presente em 60 mil das 90 mil propriedades agrícolas do Estado. Para 2022, a estimativa é de 11.600 sacas. O Espírito Santo é o 2º maior produtor brasileiro de café, com expressiva produção de arábica e conilon. É responsável por 22% da produção brasileira.


A cafeicultura está presente em todas as regiões do Estado de maneira bastante diversificada. A diversidade começa nas espécies cultivadas: arábica e conilon. Além disso, a cafeicultura capixaba é praticada em diferentes altitudes, o nível tecnológico dos produtores é variado, o tamanho das propriedades é diverso (os pequenos produtores são maioria, mas há grandes empresas rurais na cafeicultura capixaba), e a qualidade do café produzido no Espírito Santo também é vasta.


O café arábica é mais cultivado em regiões de temperaturas mais baixas e altitudes acima de 500 m de altitude. Já o conilon é de regiões mais quentes, normalmente plantado abaixo de 500 m de altitude.


O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por entre 75% e 78% da produção nacional. É responsável por até 20% da produção do café robusta do mundo. O café conilon é a principal fonte de renda em 80% das propriedades rurais capixabas localizadas em terras quentes. É responsável por 35% do PIB Agrícola. Atualmente, existem 283 mil hectares plantados de conilon no Estado. São 40 mil propriedades rurais em 63 municípios, com 78 mil famílias produtoras. O café conilon gera 250 mil empregos diretos e indiretos.


O Estado também é referência brasileira e mundial no desenvolvimento da cafeicultura do conilon, com uma produtividade média que já alcançou 35 sacas por hectare. Muitos produtores tecnificados chegaram a colher mais de 100 sacas por cada hectare. A produtividade evoluiu muito nos últimos 25 anos, graças às tecnologias desenvolvidas pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) em parceria com diversas instituições.


Os maiores produtores de café conilon do Espírito Santo são os seguintes municípios: Jaguaré, Vila Valério, Nova Venécia, Sooretama, Linhares, Rio Bananal, São Mateus, Pinheiros, Governador Lindenberg, Boa Esperança, Vila Pavão, São Gabriel da Palha, Colatina e Marilândia.


No Espírito Santo, cerca de 70% das lavouras de café conilon são conduzidas com irrigação. O tamanho médio das lavouras é de 8,0 hectares, conduzidas pelas famílias dos produtores. As plantações vêm sendo renovadas sob nova base tecnológica na ordem de 7% ao ano. Os cafeicultores que utilizam as recomendações técnicas do Incaper têm alcançado produtividade superior a 80 sacas beneficiadas de café por hectare, e produto final de qualidade superior.


Cultivo do café conilon no Espírito Santo nas diferentes regiões


Região Noroeste - Constituída por 17 municípios: Alto Rio Novo, Governador Lindenberg, Marilândia, Agua Doce do Norte, Ecoporanga, Mantenópolis, Alto Rio Novo, Agua Doce do Norte, Baixo Guandu, Colatina, Pancas, São Gabriel da Palha, Nova Venécia, Boa Esperança, Vila Valério, São Domingos do Norte e Águia Branca. Representa cerca de 47% de área (112 mil ha em produção) e 41,50% produção (4,130 milhões de sacas/ano). A produtividade média de 36,87 sacas/há (dados de 2014). A cafeicultura está localizada em região de topografia mais acidentada, predominantemente de pequenos produtores de base familiar com bom nível tecnológico. Mais de 70% da cafeicultura na região é irrigada.


Região Nordeste - Constituída por 15 municípios: Mucurici, Montanha, Ponto Belo, Pedro Canário, Pinheiros, Conceição da Barra, São Mateus, Jaguaré, Sooretama, Linhares, Rio Bananal, João Neiva, Aracruz, Fundão, Ibiraçu. Com base nos dados de 2014, a região representa cerca de 33% de área (86mil ha em produção) e 41% da produção (4,080milhões de sacas/ano). A produtividade média de 47,25 sacas/ha. A cafeicultura está localizada em região de topografia predominantemente plana. Os produtores possuem bom nível tecnológico, e mais de 90% das lavouras são irrigadas.


Região Centro Serrana - Constituída por 12 municípios: Afonso Claudio, Laranja da Terra, Itarana, Itaguaçu, Santa Tereza, São Roque do Canaã, Santa Leopoldina, Conceição do Castelo, Cariacica, Serra, Viana, Vila Velha. Com base nos dados de 2014, a região representa cerca de 9% (23 mil ha em produção) da área e 8,3% da produção (824 mil sacas/ano). A produtividade média de 35,87sacas/ha. A região centro serrana possui topografia mais acidentada. A cafeicultura na região é predominantemente de pequenos produtores de base familiar, que possuem médio nível tecnológico. Mais de 60% das lavouras são irrigadas.


Região Sul Caparaó – Constituída por 20 municípios: Alfredo Chaves, Anchieta, Guarapari, Iconha, Piúma, Rio Novo do Sul, Alegre, Iúna, Muniz Freire, Apiacá, Atílio Vivacqua, Bom Jesus Do Norte, Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Jerônimo Monteiro, Muqui, São José dos Calçados, Vargem Alta, Itapemirim, Presidente Kennedy. Com base nos dados de 2014, a região representa cerca de 11% (28,60 mil ha em produção) da área e 9,30% da produção (916 mil de sacas/ano). A produtividade média de 32,38sacas/ha. Cafeicultura localizada em região de topografia mais acidentada, predominantemente de pequenos produtores de base familiar, com predomínio de produtores médio tecnológicos, cerca de 20 % irrigada.


O Café Arábica no Espírito Santo


O café arábica é a principal fonte de renda em 80% das propriedades rurais capixabas localizadas em terras frias e montanhosas. O ES é o terceiro maior produtor de arábica do Brasil, atrás apenas dos estados de Minas Gerais e São Paulo. Atualmente, existem 150 mil hectares de café arábica em produção no Espírito Santo, em 48 municípios, com 53 mil famílias na atividade. A cafeicultura de arábica gera em torno de 150 mil empregos diretos e indiretos.


Os maiores produtores capixabas de café arábica são os municípios de: Brejetuba, Iúna, Vargem Alta, Ibatiba, Muniz Freire, Irupi, Afonso Claudio, Domingos Martins, Ibitirama, Castelo, Mimoso do Sul, Santa Teresa.


No Espírito Santo, mais de 95% das lavouras de café arábica são conduzidas sem irrigação. As lavouras têm tamanho em torno de 6,4 hectares, e são conduzidas pelas próprias famílias. As plantações vêm sendo renovadas sob nova base tecnológica na ordem de 5,0% ao ano. Os produtores que utilizam as recomendações técnicas do Incaper têm alcançado produtividade de 40 a 80 sacas beneficiadas de café por hectare, além de um produto final de qualidade superior. Registra-se crescente melhoria da qualidade final do produto: mais de 20% do arábica produzido no Estado é considerado bebida superior.


O cultivo de café arábica nas diferentes regiões capixabas

Região Noroeste - Constituída por 7 municípios: Agua Doce do Norte, Ecoporanga, Mantenópolis, Alto Rio Novo, Baixo Guandu, Colatina, Pancas. Representa cerca de 8% de área (12 mil ha em produção) e 8% produção (280 mil sacas de café por ano). A produtividade média de 16,50 sacas/ha.


Região Centro-Serrana - Constituída por 17 municípios: Fundão, Ibiraçu, João Neiva, Itarana, Itaguaçu, Santa Tereza, São Roque do Canaã, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Afonso Claudio, Brejetuba, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Marechal Floriano, Venda Nova do Imigrante, Viana e Cariacica. Representa cerca de 35% da área (52,5 mil ha em produção) e 40,0% da produção (1,40 milhões de sacas/Ano). A produtividade média de 26,70 sacas/ha.


Região Sul - Caparaó - Constituída por 23 municípios: Alfredo Chaves, Guarapari, Iconha, Rio Novo do Sul, Alegre, Divino São Lourenço, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Ibatiba, Ibitirama, Irupi, Iúna, Muniz Freire, Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Apiacá, Atílio Vivacqua, Bom Jesus do Norte, Jerônimo Monteiro, Mimoso do Sul, Muqui, São José dos Calçados e Vargem Alta. Representa cerca de 57% da área (85,5 mil há em produção) e 52,0% da produção (1,82 milhões de sacas/Ano. A produtividade média de 21,30 sacas/ha.


Brejetuba é a capital nacional do café


Considerada a Capital Nacional do Café, Brejetuba é grande produtora de café. A cafeicultura representa 90% da economia local. Cerca de duas mil propriedades produzem café no município, numa área plantada de 16 mil hectares. E 80% delas são de pequenos produtores, com até 80 hectares.


Brejetuba desponta no cenário estadual e nacional como referência no trabalho de qualidade de cafés arábicas especiais. Recebe grupos de produtores e compradores de todas as partes do país e do exterior. A maior concentração de turistas no município ocorre nos dias da festa onde é realizada a maior coagem de café do mundo. A rota do café está sendo montada em parceria com produtores da região, onde os turistas poderão conhecer as etapas do café desde a colheita, passando pelo beneficiamento até degustá-lo à mesa junto com comidas típicas do município.


A alta produtividade é outro destaque. Na região são produzidas uma média de 25 sacas por hectare, enquanto a média estadual é de 16. A capital nacional do café conta atualmente com 135 descascadores instalados funcionando. Sendo que 10 trabalham em regime comunitário, administrados por associações de produtores. Projeto esse pioneiro no Brasil.


Cafés como o Chiara são produzidos em Brejetuba e comercializados na própria região, no sul do Estado, em Vitória e também no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. As plantações de café ficam a 900 metros de altitude, em propriedades com muitas nascentes e mata atlântica no entorno. O clima certo favorece a maturação da fruta, deixando-a mais doce.



 

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Este Documentário é fruto de uma compilação de informações fornecidas pelo INCAPER e Governo do Espírito Santo e adaptado pelo Jornalista Wilson Reis, do Portal JornetMIX.

Fonte-Base, Dados de Produção e Imagens: INCAPER-GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

Técnico Responsável: Wilson Reis (Jornalista - DRT-ES 01358)

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